Entramos em uma semana em que o controle sobre seu pensamento se transforma em controle sobre a sua vida. Não se assuste com a palavra controle, nem se indisponha com ela: apenas se refere à contabilidade benéfica que podemos fazer a partir da clareza sobre as nossas contas internas, sobre quem somos e sobre o que queremos. A semana oferece sete dias para tornar real, dentro de você, o que você quer que se torne real fora de você. O 2 de Paus é uma carta de domínio, e domínio significa ter as rédeas da sua vida em suas mãos, o que vem a significar ter as rédeas do seu pensamento e das suas projeções mentais sob seu domínio.
Nada vem fácil nem difícil para as nossas mãos – a questão, esta semana, é o foco. É não nos deixarmos cair na armadilha de nos diminuirmos, aceitando o inaceitável para mantermos a suposta harmonia. Que harmonia é essa que pede que você se diminua, que você se encaixe, que você seja do tamanho que o outro quer que você seja?
Já escuto você: “É verdade, ninguém pode me dizer o que é certo ou errado, não vou levar nenhum desaforo para casa!” Claro que vai, porque a harmonia é sim importante, e às vezes é preciso fazer concessões, driblar uma bola aqui e outra ali. A vida social nos pede essa capacidade de jogo, e é preciso também levar isso em conta.
Porém, tão importante quanto afirmar-se positivamente, saber onde avançar e onde recuar, eventualmente, é reconhecer os atalhos que a sua mente e o seu ego percorrem para fugir do que é verdadeiramente caminho, e aí entra o reconhecer os padrões e as resistências, as teimosias e as arrogâncias de cada dia. Este é o 2 de Paus atuando, e isto é ter domínio sobre si e sobre o seu pensamento, não permitindo que ele se ancore na displicência, na autocondescendência. Tornar-se uma pessoa melhor e encontrar contentamento na vida não é uma tarefa leve nem simples, e sobretudo a meio de uma crise pessoal é fácil querer que essa crise seja externa, em vez de reconhecer que é isso – uma crise pessoal, interna, intransferível, e que é a partir dessas crises que a nossa vida vai ganhando clareza e vamos começando a sentir que cada amanhecer vale muito a pena.
O 2 de Paus nos coloca em confronto, nos propõe uma indisposição até, e é sobre ela que a semana fala. Quem é você e para onde você quer ir? Como em um jogo, a semana lhe pergunta: onde você quer estar, e quem você quer ser daqui a um ano? Daqui a cinco anos? Daqui a dez anos? Estratégia, esta semana, é um jogo que se joga para ganhar, para alcançar, e essa estratégia começa em seu pensamento e na sua persistência de não cair, mais uma vez, nas ilusões e na ingenuidade que já se provaram engodos, enganos – seduções que a nenhum lugar levam que valha a pena. Perceba: o que vale a pena é o que você reconhece como seu caminho, e o que é caminho não precisa ser combatido, mas acolhido. Perseverança, humildade e consciência de si aumentam as chances da semana se encher de propósitos definidos e claros.
Por outro lado, concessões, esta semana, quando baseadas em simpatia ou em uma obsessão por reconciliação, a qualquer custo, podem ser equívocos. Não se perca de si, até mesmo porque há uma injeção de energia bastante forte de elementos que podem estruturar a sua vida para que ela caminhe para onde deve caminhar. É uma forma de eu dizer que a sorte pode sim estar a seu favor esta semana. Acontecimentos inesperados, ou situações que do nada caem em seu colo, e lhe oferecem o que a sua vida precisa, são possíveis de acontecer, mas demandam o que? Justamente o traço básico da semana, que é saber onde você quer chegar, e não se prender a enganos já percorridos. O que você pensa cria a realidade que você vive, porque o seu pensamento cria realidades magnéticas que se materializam em situações, pessoas e coisas concretas. Não subestime o seu pensamento, não dê uma imensa importância ao que os outros falaram ou disseram ou fizeram – é a sua força de vontade e a sua capacidade de afastar a neblina dos seus caminhos que transforma a sua vida e a maneira como você vê a sua vida. Assuma o que você quer, mesmo que isso que você quer esteja depositado no fundo da sua consciência. Investigue, tenha coragem e viva o que pulsa em você. Os desafios, os atritos, as discussões, os desacordos, virão – que encontrem você inteira e de mente clara, arriscando-se para ser a pessoa que você quer ser, sem meias medidas, sem meias verdades.