Acabamos de migrar da energia de Capricórnio para a energia de Aquério – agora são quase 7h do dia 20 de janeiro de 2026, e é neste momento que a Carta da Semana se apresenta. Se observarmos bem, esta será uma mudança importante nas próximas semanas, do ponto de vista do nosso céu astrológico, uma mudança massiva do elemento terra para o elemento ar, e também do elemento água para o elemento fogo. E mudanças sempre são movimento. Thich Nhat Hanh, o conhecido monge vietnamita e ativista pacífico, nos disse que, se você está vivo, tudo é possível. Dito isto, vamos à carta da semana, já permeada pela intensa energia aquariana que nos encontra nesta manhã.
O Aeon é o nome que Aleister Crowley resgata para o que surge em muitos baralhos como O Julgamento Final, ou o Julgamento, ou o Juízo. Quem esteve no primeiro módulo da Formação de Tarot este fim de semana ouviu bastante a este respeito – o quanto Crowley retorna às origens do Egito Antigo e se dedica a restaurar os elementos anteriores ao cristianismo nos códigos destas Cartas.
Aeon significa Era, e esta Chave, em si, é a chave que abre as portas da transição. Diante do Aeon, silenciamos, e nos preparamos para a chegada, para o atravessar, para o novo nascimento. Repare como é uma carta colorida, cheia de imagens entremeadas umas nas outras. Indica, como tendência, os rompimentos com o passado para que o novo possa ser alcançado, ou possa nos alcançar. A semana mostra-se, por isso, muito aberta a tudo o que quisermos romper – velhos hábitos que não nos servem mais, ou hábitos que só nos destroem e à nossa vida, velhos dogmas e velhas tradições. Não aproveitar a energia deste Arcano, que é o penúltimo da longa sequência Maior do baralho, equivale a estacionar o carro e decidir não avançar mais. Equivale a dizer a si mesmo que não, que não é possível mudar. O Aeon lhe diz que sim, que é possível, e que pode muito bem ser agora.
Há algo de muito bom também nos acompanhando, esta semana, que é um influxo de energia propício à superação do medo, à superação da ilusão que nos mantém refém do quê? – justamente desses hábitos, desses vícios, desses dogmas que nos dizem que não há nada a fazer, que a vida é assim, que você não conseguirá se lçibertar dos grilhões. A leitura desta semana é um certificado de que sim, de que é possível mudar, é possível se movimentar, é possível romper com o que lhe faz mal, com o que limita você, com o que mantém você menor do que o seu próprio real tamanho.
E isto começa onde? Dentro de você, e por isso mesmo estas energias podem atuar, se você lhes abrir espaço, se você disser a si mesmo: estou pronto para a mudança, estou pronto para ser aquele em que me tornarei.
Hoje é também um dia dedicado ao Orixá Oxóssi ao Nikisi Tauamin ou Gongobila, o grande caçador, o guardião da abundância, ágil, inteligente e provedor de cura. Perceba como nada é à toa nesta vida, e o quanto é importante, inspirador e transformador prestasr atenção às sincronicidades, àquilo que acontece e você se pergunta: mas como assim? Não é possível. É claro que é possível, e é muito conveniente estar atenta e não deixar passar. Resista ao medo do assombro. Não tente se refugiar naquilo que retira você da realidade – seja o que for faça isso, resista.
Perceba também que o Aeon fala de travessia, fala de transição, fala de tempo portanto. É preciso cuidado para não acelerar os novos estados, os novos projetos, especialmente se eles não maturaram o suficiente. Um dos alertas da semana refere-se a deixar-se levar por euforias, e iniciar caminhadas para as quais não é nesta semana que se está pronto. Um dos riscos de arriscar-se, justamente, é não considerar todas as variáveis, e para isto a semana realmente não parece funcionar. Na inteligência absurda da vida, a semana nos fala de nos libertarmos do velho, o que significa identificá-lo e iniciar o desprendimento, o desacoplamento. Como se quiséssemos há muito tempo mudar de casa, porque a casa onde estamos está quase que desabando, nos deixando doentes e tristes, e decidíssemos finalmente mudar. esta é a semana de sair em busca da nova casa, de fato e deixando todos os medos pelo caminho. É a semana de encontrar a casa, de saber o preço, de perceber que é o que nos convém, e é a semana de tomarmos decisões. Mas não é a semana de mudar. Entenda bem a diferença, para não dar passos que vão queimar a largada. Posicione o cavalo da sua vida na baia, mas aguarde o estampido do revólver para se lançar à pista.
Por fim, e finalizando esta semana atípica, eu lhe desejo Sorte, no seu sentido primitivo de “parte que lhe cabe”. Eu lhe desejo que o que é seu esteja em suas mãos, e que todos à sua volta tenham também a sua parte, o seu quinhão, aquilo que lhes cabe. E lhe desejo Fortuna, a palavra anterior a sorte, e que, também antigamente, significava possibilidade e força. Axé!